Sou assim... feliz e triste, amável e briguenta, companheira e individualista, obediente e mandona, legal e chata, acompanhada e sozinha, despojada e materialista, etc e etc... Enfim, sou como todo mundo com qualidades e defeitos hauahauahau.
Quarta-feira, Janeiro 21, 2009
Há muito tempo sem postar, procurei algo de Mário Quintana e encontrei o texto a seguir. Ando sem muitas palavras, sem muito estímulo, sem muita vontade. Só sei que queria postar algo e assim o estou fazendo. Acredito que logo entenderei o porque de tanta angústia, talvez até já saiba mas não concorde com o motivo. Passa... Tudo passa.
Mário de Miranda Quintana[1] (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.
Era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana. Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou na Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini.
Em 1953 trabalhou no jornal Correio do Povo (Porto Alegre). Trabalhava como colunista da página de cultura, que saía no dia de sábado, e em 1977 saiu do jornal.
Em 1940 lançou o seu primeiro livro de poesias, A rua dos cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.
Viveu grande parte da vida em hotéis, sendo o último deles o Hotel Majestic, no centro velho de Porto Alegre, que foi tombado e transformado em centro cultural e batizado como Casa de Cultura Mario Quintana, em sua homenagem, ainda em vida. Em seus últimos anos de vida, era comumente visto caminhando nas redondezas.
Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida.
Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.
QUEM SABE UM DIA (Mário Quintana)
Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!
Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!
Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!
Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!
Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
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postado por: Lili 2:40 PM
Terça-feira, Julho 29, 2008
Depois de muito tempo longe do meu blog, volto com um texto de Max Gehringer que considero um gênio na área de adminitração de empresas. Ele consegue demonstrar neste texto que o importante não é ter o conhecimento mas o importante é saber aplicar o conhecimento. Sem atitude de que adianta o conhecimento?
Max Gehringer (Jundiaí, 1949) é administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial.
Tornou-se conhecido por suas colunas em várias revistas, na rádio CBN e no programa Fantástico da TV Globo.
Começou sua carreira como office-boy na antiga fábrica da Cica, em Jundiaí. Graduou-se em Administração de Empresas. Foi escolhido como um dos 30 Executivos Mais Cobiçados do Mercado em pesquisa do jornal Gazeta Mercantil, em janeiro de 1999. Foi um dos cinco finalistas do prêmio Top of Mind em 2005 e 2006 na categoria Palestrante.
Em 1999, no auge de uma carreira bem-sucedida que o levou à direção de grandes empresas como Pepsi, Elma Chips e Pullman, Max Gehringer tomou uma decisão raríssima no mundo corporativo: abriu mão do poder e das mordomias de alto executivo para dedicar seu tempo a escrever e a fazer palestras pelo Brasil. Foi colunista das revistas Você S.A., Exame e VIP, todas publicadas pela Editora Abril. Hoje escreve para a revista Época e Época Negócios, ambas da Editora Globo.
O humor e a sensibilidade dos textos de Max vêem de sua vivência prática num mundo que ele conhece degrau por degrau, desde o seu primeiro emprego, aos doze anos, como auxiliar de faxina, até o último, como presidente da Pullman. Escritor, colaborador da CBN e Exame, possuindo vasta experiência em gestão empresarial, no ano de 2007 a Editora Globo lançou o livro O Melhor de Max Gehringer na CBN - Vol. 1 - Col. Vida Executiva [1].
Atualmente desenvolve palestras motivacionais e de liderança.
ENTENDER DE GENTE (Max Gehringer)
Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.
Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade.
Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.
Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho com tinta nanquim.
Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena.
Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma.
E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.
Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.
Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena?
O Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?
Ninguém na empresa sabia explicar direito.
O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.
Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais 'burrinho' já tinha sido astronauta.
E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul.
E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... ele entendia de gente.
Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou uma frase ótima:
'Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo'.
Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.
Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.
É praticamente uma lei na vida que quando uma porta se fecha para nós,outra se abre.
A dificuldade está em que, freqüentemente, ficamos olhando com tanto pesar a porta fechada, que não vemos aquela que se abriu.
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postado por: Lili 8:10 AM
Terça-feira, Maio 06, 2008
Postando hoje um texto de Fernando Pessoa que fala sobre o término de ciclos e sobre como devemos nos desapegar ao que já passou deixando-se para viver o presente e somente o presente.
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte de sua juventude na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando e estudando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além do fato de ser o maior autor da heteronímia.
Morreu de problemas hepáticos aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo sua última frase sido escrita na língua inglesa, com toda a simplicidade que a liberdade poética sempre lhe concedeu: "I know not what tomorrow will bring... " ("Eu não sei o que o amanhã trará").
ENCERRANDO CICLOS (Fernando Pessoa)
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando ‘por que isso aconteceu’?
Pode dizer para si que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil,mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”
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postado por: Lili 8:58 AM
Sexta-feira, Abril 25, 2008
Postando hoje, um dos meus preferidos, Luis Fernando Veríssimo.
Um texto certíssimo, perfeito... enfim... "o texto".
Nesse texto o autor nos fala sobre a pessoa certa e a pessoa errada que procuramos em nossa vida e que na verdade queremos mesmo que a pessoa errada se torne a pessoa certa.
Luis Fernando Veríssimo foi simplesmente perfeito em suas colocações.
O nome do texto não sei, então inventei um.
Luis Fernando Veríssimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro, filho do também escritor Érico Veríssimo. Produz textos de humor em jornais brasileiros e em livros com crônicas humorísticas e geralmente bem curtas, como em O Analista de Bagé.
Amigos o definem como uma pessoa que fala escrevendo, e escreve muito bem. Mas, além de escritor, ele ainda é jornalista (colunista e copy desk), publicitário, humorista, cronista, cartunista e tradutor.
Entre as paixões de Verissimo, estão a família, o jazz e o Internacional, de Porto Alegre. Um fato interessante é que Verissimo sempre foi muito tímido, embora se apresentasse ao público em espetáculos de jazz. Durante uma entrevista, quando perguntado se não ficava acanhado nessas apresentações, revelou que, tocando, realizava um sonho de juventude.
CRONOLOGIA DE LUIS FERNANDO VERÍSSIMO
http://portalliteral.terra.com.br/verissimo/biobiblio/cronologia/cronologia.shtml?biobiblio2
PESSOA CERTA E PESSOA ERRADA (Luis Fernando Veríssimo)
Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...
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postado por: Lili 8:34 AM
Sexta-feira, Abril 18, 2008
Postando hoje um texto de Arnaldo Jabor que fala sobre um tema muito interessante “Paciência”, algo tão raro ultimamente. Pra mim é complicado ter paciência, já que para ser paciente necessito não ser ansiosa. Ansiedade é meu nome, e por esse motivo, muitas vezes, acabo me excedendo em algo ou até mesmo realizando coisas sem pensar que depois quando paro e vejo os estragos me entristeço por não poder voltar no tempo e fazer diferente.
Como ser paciente no trânsito? E olha que moro na cidade com um dos piores trânsitos, porém, não é o pior trânsito em quantidade de carros em horário de pico, e sim o pior trânsito por motoristas sem educação (risos).
Como ser paciente com alguém que é tão paciente que não possui atitude?
Como ser paciente com pessoas que por comodismo ou medo optam por não viver a vida intensamente não se dando conta de que ela (a vida) é curta e que precisamos buscar a felicidade?
Enfim, existem muitas coisas que tiram nossa paciência hoje em dia, mas, o que será que causa tanta ansiedade?
Arnaldo Jabor (Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1940) é cineasta brasileiro, crítico e escritor. Já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens.
Mais informações sobre Arnaldo Jabor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arnaldo_Jabor
PACIÊNCIA (Arnaldo Jabor)
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais”.
E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar.
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela Internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado.
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.
NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.
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postado por: Lili 10:50 AM
Terça-feira, Março 11, 2008
O post de hoje é bem interessante. Uma crônica que diz tudo, mas tudo o que penso e sinto, até parece que eu o escrevi (quanta pretensão - risos).
O engraçado como esse texto veio parar em minhas mãos. Me foi enviado pela Dani Salim, uma amiga mais que especial e que julgo ter um jeito bem parecido com de uma outra pessoa também muito especial pra mim, Regina Volpato, que foi quem me apresentou Lya Luft.
Obrigada minhas queridas amigas, vocês tem muito valor para mim.
SOBRE LYA LUFT
Lya Fett Luft (Santa Cruz do Sul, 15 de setembro de 1938) é uma romancista, poetisa e tradutora brasileira. É também professora universitária e colunista da revista semanal Veja.
Luft já traduziu para o português mais de cem livros, entre os quais estão obras de autores consagrados, como Virginia Wolf, Rainer Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann.
Nascida em uma cidade de colonização alemã, Lya, aos onze anos, já recitava poemas de Goethe e Schiller. Formou-se em letras anglo-germânicas e, desde os vinte anos, trabalhou como tradutora de alemão e inglês. Também tem mestrados em literatura brasileira e lingüística aplicada. Desde sua juventude, Lya vive em Porto Alegre.
Em 1963, Lya, com vinte e um anos, casou-se com Celso Pedro Luft, um então irmão marista, dezenove anos mais velho do que ela. Eles se conheceram durante uma prova de vestibular. Ela e seu marido tiveram três filhos: Suzana (1965), André (1966) e Eduardo (1969).
Em 1985, Lya divorciou-se de seu primeiro marido para viver com o psicanalista e também escritor Hélio Pellegrino, falecido em 1988. Em 1992, Lya voltou a casar com Celso Luft, de quem ficou viúva em 1995.
CRÔNICA EXTRAÍDA DO LIVRO "PENSAR É TRANSGREDIR" (Lya Luft)
"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo, sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo: "Olha que estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: "Mas que chateação essa sua mania, volta para cama!"
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: "Poxa, mais um?"
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro - filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."
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postado por: Lili 10:30 AM
Quarta-feira, Março 05, 2008
Postando hoje um heterónimo de Fernando pessoa, Ricardo Reis. Neste poema vimos que tudo tem seu tempo exato para acontecer e que basta que esperemos. Lembrar do passado é bom, porém não podemos remoer coisas que já passaram e nem se esperar muito do futuro, as coisas acontecem sempre quando tem que acontecer, mesmo que nossa ansiedade característica nos faça querer que tudo acontela logo.
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
O heterónimo Ricardo Reis é descrito como sendo um médico que se definia como latinista e monárquico. De certa maneira, simboliza a herança clássica na literatura ocidental, expressa na simetria, harmonia, um certo bucolismo, com elementos epicuristas e estóicos. O fim inexorável de todos os seres vivos é uma constante em sua obra, clássica, depurada e disciplinada.
Segundo Pessoa, Reis mudou-se para o Brasil em protesto à proclamação da República em Portugal e não se sabe o ano de sua morte.
José Saramago, em O ano da morte de Ricardo Reis continua, numa perspectiva pessoal, o universo deste heterónimo, após a morte de Fernando Pessoa, cujo fantasma estabelece um diálogo com o seu heterónimo, sobrevivente ao criador.
CADA COISA (Fernando Pessoa - heterónimo Ricardo Reis)
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.
Não florescem no inverno os arvoredos,
Nem pela primavera
Têm branco frio os campos.
À noite, que entra, não pertence, Lídia,
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
Com mais sossego amemos
A nossa incerta vida.
À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
Não puxemos a voz
Acima de um segredo,
E casuais, interrompidas, sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve
A negra ida do Sol) —
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes
Histórias, que nos falem
Das flores que na nossa infância ida
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.
E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade,
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos
Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos,
E há só noite lá fora.
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postado por: Lili 10:22 AM
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
Como há mais de um mês não posto nada no meu blogger e sem pensar muito o que e quem procurar na internet, digitei no site de buscas "Mário Quintana" e o primeiro texto que chegou a mim foi exatamente o que queria dizer neste momento.
Não vou explicar, só que era isso mesmo que eu queria dizer agora.
Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.
Era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana. Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou na Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini.
Em 1940 lançou o seu primeiro livro de poesias, A rua dos cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.
Viveu grande parte da vida em hotéis, sendo o último deles o Hotel Majestic, no centro velho de Porto Alegre, que foi tombado e transformado em centro cultural e batizado como Casa de Cultura Mario Quintana, em sua homenagem, ainda em vida. Em seus últimos anos de vida, era comumente visto caminhando nas redondezas.
Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida. Todavia, segundo as normas ortográficas atualmente em vigor, prescreve-se o uso de acento agudo no prenome "Mário", após a morte do autor.
Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.
CERTEZAS (Mário Quintana)
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
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postado por: Lili 1:23 PM
Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
Postando hoje um texto que recebi por e-mail como se fosse de Luis Fernando Veríssimo, tomara que seja dele mesmo (risos). A crônica fala sobre o verão e coisas que passamos nessa época, só que fala de uma forma hilariante, são coisas que realmente nos identificamos e que faz do nosso verão uma alegria.
Luis Fernando Veríssimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro, filho do também escritor Érico Veríssimo. Produz textos de humor em jornais brasileiros e em livros com crônicas humorísticas e geralmente bem curtas, como em O Analista de Bagé.
Amigos o definem como uma pessoa que fala escrevendo, e escreve muito bem. Mas, além de escritor, ele ainda é jornalista (colunista e copy desk), publicitário, humorista, cronista, cartunista e tradutor.
Entre as paixões de Verissimo, estão a família, o jazz e o Internacional, de Porto Alegre. Um fato interessante é que Verissimo sempre foi muito tímido, embora se apresentasse ao público em espetáculos de jazz. Durante uma entrevista, quando perguntado se não ficava acanhado nessas apresentações, revelou que, tocando, realizava um sonho de juventude.
CHEGOU O VERÃO! (Luis Fernando Veríssimo)
E com ele também chegam os pedágios, os congestionamentos na estrada, os bichos geográficos no pé e a empregada cobrando hora- extra.
Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de Ki-suco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é côco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis.
Mas o principal, o ponto alto do verão é... a praia!! Ah, como é bela a praia!
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção. Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.
O verão é Brasil, é selva, é carnaval, é tribo de índio canibal.
Todo mundo nu de pele vermelha. As mulheres de tanga, os homens de calção tão justo que dá até pra ver o veneno da flecha, e todo mundo se comendo cru.
O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias.
Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças? Ah, que gracinha! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.
As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo.
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar um poço pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar! Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo.
Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa. A gente abre esteira velha, com cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros puxa um ronco bacaninha.
Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor. Mas, claro, tudo tem seu lado bom. E à noite o sol vai embora.
Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.
O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde o creme de barbear até desinfetante de privada.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa de praia oferece.
Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.
O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.
Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical...
Qualquer semelhança com a vida real, é uma mera coincidência...
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postado por: Lili 10:10 AM
Quinta-feira, Dezembro 20, 2007
Há alguns anos venho colecionando textos, crônicas, poemas e músicas neste espaço. Coisas que recebo pelos amigos, dicas de outros ou até mesmo procurando em sites de busca na internet.
Sei que este espaço é visitado porém a maior parte das pessoas que visitam não deixam seu comentário, mas a intenção é realmente compartilhar essas jóias que as vezes as pessoas acabam por não ter acesso. Também utilizo este espaço pra contar coisas que me acontecem e utilizando os mesmos textos para exemplificar minha vida.
Finalizando os posts neste ano de 2007 coloquei um texto de Lya Luft e também vou postar aqui todos os posts para quem se interessar poder procurar em meus arquivos, os quais se encontram no botão "ARQUIVO" no final desta página. Vou colocar em ordem de post por datas e em ordem de autores.
FELIZ NATA A TODOS E FELIZ 2008
ORDEM DE POST
Post de 01/03/2005 à 31/03/2005
1. Esperando Aviões – Vander Lee
2. Mon Animal – Elisa Lucinda
3. Carta de Olga Benário à Luiz Carlos Prestes
4. Simplesmente Veríssimo – Luís Fernando Veríssimo
5. Amor é Fogo que Arde sem se ver – Luís Vaz de Camões
6. O Quase – Luís Fernando Veríssimo
7. Momentos – Daniela Salim
8. Crônica do Amor – Arnaldo Jabor
9. Amor pelos Desfechos – Elisa Lucinda
10. Conto da Timidez – Luís Fernando Veríssimo
Post de 01/04/2005 à 30/04/2005
11. Texto de William Shakespeare
12. O Avesso dos Ponteiros – Ana Carolina
13. Última Carta de Olga Benário
14. Os Homens Desejam as Mulheres que não Existem – Arnaldo Jabor
15. Loucos e Santos – Oscar Wilde
Post de 01/05/2005 à 31/05/2005
16. Recomeçar – Carlos Drummond de Andrade
17. Talvez Sonhasse Quando a Vi – Olavo Bilac
18. Vida – Mario Quintana
19. Um Bonde Chamado Teu Beijo – Elisa Lucinda
Post de 01/06/2005 à 30/06/2005
20. Última Crônica – Fernando Sabino
21. A de Sempre – Carlos Drummond de Andrade
22. Frases – Oscar Wilde
23. Seja um Idiota – Arnaldo Jabor
Post de 01/07/2005 à 31/07/2005
24. Aos que Vierem Depois de Mim – Bertold Brecht
25. Todas as Cartas de Amor... – Fernando Pessoa
Post de 01/08/2005 à 31/08/2005
26. A Aliança – Luis Fernando Veríssimo
Post de 01/05/2006 à 31/05/2006
27. Alfredo, é Gisele – Eliasa Lucinda
28. Esperança – Mário Quintana
Post de 01/07/2006 à 31/07/2006
29. Quando eu te encontrar – Crizinha
30. Múltiplas escolhas – Luis Fernando Veríssimo
Post de 01/09/2006 à 30/09/2006
31. O amor é uma companhia – Alberto Caeiro
Post de 01/10/2006 à 31/10/2006
32. A morte – Pedro Bial
Post de 01/11/2006 à 30/11/2006
33. Vivendo e aprendendo a jogar – Elis Regina
Post de 01/12/2006 à 31/12/2006
34. A vida – Charles Chaplin
35. Saudade – Miguel Falabella
Post de 01/01/2007 à 31/01/2007
36. Feliz 2007 – Arnaldo Jabor
Post de 01/02/2007 à 28/02/2007
37. Divisão do Tempo – Carlos Drummond de Andrade
38. Hoje – Charles Chaplin
Post de 01/03/2007 à 31/03/2007
39. Amor – Carlos Drummond de Andrade
Post de 01/05/2007 à 31/05/2007
40. Crônica do Absorvente – Luis Fernando Veríssimo
41. Desabafos de um bom Marido – Luis Fernando Veríssimo
Post de 01/06/2007 à 31/06/2007
42. Desculpa – Ana Carolina
Post de 01/07/2007 à 31/07/2007
43. É Proibido – Pablo Neruda
Post de 01/08/2007 à 31/08/2007
44. Barriga é Barriga – Arnaldo Jabor
Post de 01/09/2007 à 30/09/2007
45. Sonho – Fernando Pessoa
Post de 01/10/2007 à 31/10/2007
46. Tratado Manso de Loucura – Flora Figueiredo
47. Simplicidade – Luís Fernando Veríssimo
48. Análise – Mário Quintana
49. Timidez – Cecília Meireles
50. Maturidade – Clarice Lispector
51. Fome de Amor – Arnaldo Jabor
52. Família tem que ser careta – Lya Luft
53. A Lista – Oswaldo Montenegro
54. Quando me amei de verdade – Charles Chaplin
55. Amor – Bob Marley
56. Eu – Clarice Lispector
Post de 01/11/2007 à 30/11/2007
57. Necessidades sexuais – Luis Fernando Veríssimo
Post de 01/12/2007 à 31/12/2007
58. Parte do livro “O pequeno príncipe” - Antoine De Saint- Exupéry
59. Povo Brasileiro – Arnaldo Jabor
60. Deficiência – Mário Quintana
61. A Conquista da Velhice – Lya Luft
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POR ORDEM DE AUTOR
Alberto Caeiro1. O amor é uma companhia – 09/2006
Ana Carolina
1. O Avesso dos Ponteiros – 04/2005
2. Desculpa – 06/2007
Antoine De Saint- Exupéry
1. Parte do livro “O pequeno príncipe” – 12/2007
Arnaldo Jabor
1. Barriga é Barriga – 08/2007
2. Crônica do Amor – 03/2005
3. Feliz 2007 – 01/2007
4. Fome de amor – 10/2007
5. Os Homens Desejam as Mulheres que não Existem – 04/2005
6. Povo Brasileiro – 12/2007
7. Seja um Idiota – 06/2005
Bertold Brecht
1. Aos que Vierem Depois de Mim – 07/2005
Bob Marley
1. Amor – 10/2007
Carlos Drummond de Andrade
1. A de Sempre – 06/2005
2. Amor – 03/2007
3. Divisão do Tempo – 02/2007
4. Recomeçar – 05/2005
Cecília Meireles
1. Timidez – 10/2007
Charles Chaplin
1. A vida – 12/2006
2. Hoje – 02/2007
3. Quando me amei de verdade – 10/2007
Clarice Lispector
1. Eu – 10/2007
2. Maturidade –10/2007
Crizinha
1. Quando eu te encontrar – 07/2006
Daniela Salim
1. Momentos – 03/2005
Elisa Lucinda
1. Alfredo, é Gisele! – 05/2006
2. Amor pelos Desfechos – 03/2005
3. Mon Animal – 03/2005
4. Um Bonde Chamado Teu Beijo – 05/2005
Elis Regina
1. Vivendo e aprendendo a jogar – 11/2006
Fernando Pessoa
1. Sonho – 09/2007
2. Todas as Cartas de Amor... – 07/2005
Fernando Sabino
1. Última Crônica – 06/2005
Flora Figueiredo
1. Tratado Manso de Loucura – 10/2007
Luís Fernando Veríssimo
1. A Aliança – 08/2005
2. Conto da Timidez – 03/2005
3. Crônica do Absorvente – 05/2007
4. Desabafos de um Bom Marido – 05/2007
5. Múltiplas Escolhas – 07/2006
6. Necessidades Sexuais – 11/2007
7. O Quase – 03/2005
8. Simplesmente Veríssimo – 03/2005
9. Simplicidade – 10/2007
Luís Vaz de Camões
1. Amor é Fogo que Arde sem se ver – 03/2005
Lya Luft
1. A Conquista da Velhice – 12/2007
2. Família tem que se careta – 10/2007
Mario Quintana
1. Análise – 10/2007
2. Deficiência – 12/2007
3. Esperança – 05/2005
4. Vida – 05/2005
Miguel Falabella
1. Saudade – 12/2006
Olavo Bilac
1. Talvez Sonhasse Quando a Vi – 05/2005
Olga Benário
1. Carta de Olga Benário à Luiz Carlos Prestes – 03/2005
2. Última Carta de Olga Benário – 04/2005
Oscar Wilde
1. Frases – 06/2005
2. Loucos e Santos – 04/2005
Oswaldo Montenegro
1. A Lista – 10/2007
Pablo Neruda
2. É Proibido – 07/2007
Pedro Bial
1. A morte – 10/2006
Vander Lee
1. Esperando Aviões – 03/2005
William Shakespeare
1. Texto de William Shakespeare – 04/2005
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postado por: Lili 10:45 AM
Olhem que interessante. Ontem pela manhã li uma mensagem que me foi encaminhada por e-mail por um grande amigo e que falava sobre pessoas de mais idade. Fiquei pensando na atual situação que vivemos em minha casa onde estamos aprendendo a lidar de uma senhorazinha de 90 anos, minha avó, Helena Christofoletti.
Então, fiquei com muitos pensamentos, sobrevoando a cabeça e resolvi enviar um e-mail à uma amiga, Regina, com essa mensagem recebida pelo meu amigo e contando coisas da minha casa. Depois disso resolvi procurar algo que falasse sobre esse tema na internet e me deparei com uma crônica de Lya Luft, a qual conheci através da amiga Regina com a crônica “Família tem que ser careta” e também soube de outra coisa interessante, é que esta crônica fala de uma pessoa que eu não conhecia, não sabia o nome mas que é mãe de um escritor que amo de paixão Luis Fernando Verissimo, a Sra. Mafalda Veríssimo.
Resolvi postá-la pois gostei muito.
Lya Fett Luft (Santa Cruz do Sul, 15 de setembro de 1938) é uma romancista, poetisa e tradutora brasileira. É também professora universitária e colunista da revista semanal Veja.
Luft já traduziu para o português mais de cem livros, entre os quais estão obras de autores consagrados, como Virginia Wolf, Rainer Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann.
Nascida em uma cidade de colonização alemã, Lya, aos onze anos, já recitava poemas de Goethe e Schiller. Formou-se em letras anglo-germânicas e, desde os vinte anos, trabalhou como tradutora de alemão e inglês. Também tem mestrados em literatura brasileira e lingüística aplicada. Desde sua juventude, Lya vive em Porto Alegre.
Em 1963, Lya, com vinte e um anos, casou-se com Celso Pedro Luft, um então irmão marista, dezenove anos mais velho do que ela. Eles se conheceram durante uma prova de vestibular. Ela e seu marido tiveram três filhos: Suzana (1965), André (1966) e Eduardo (1969).
Em 1985, Lya divorciou-se de seu primeiro marido para viver com o psicanalista e também escritor Hélio Pellegrino, falecido em 1988. Em 1992, Lya voltou a casar com Celso Luft, de quem ficou viúva em 1995.
A CONQUISTA DA VELHICE (Lya Luft)
Uma das melhores frases que escutei sobre velhice e envelhecer, porque realista e bem-humorada, foi: "Velhice? Eu acho ótima, até porque a alternativa seria a morte!" Não é em geral o que se escuta. Mesmo velhos que têm boa saúde e poderiam estar curtindo alguma coisa costumam se lamentar em lugar de viver. E, acreditem, sempre há o que fazer, aprender, renovar. Vai-se, é verdade, parte da energia (a lucidez, não necessariamente, e se a perdermos não saberemos: a natureza pode ser misericordiosa).
Para quando a inevitável velhice chegar, tomei como meu modelo, talvez inatingível, minha comadre, madrinha de um de meus filhos, minha amada amiga Mafalda Verissimo, viúva de Érico e mãe de Luiz Fernando. Sei que ainda hoje, esteja onde estiver, ela sabe de mim, me cuida. Se pudesse me aconselhar, como costumava fazer, haveríamos de dar juntas boas risadas.
Essa velha dama, que, como minha mãe, morreu aos 90 anos, detestaria ser lembrada com tristeza. Uma de suas marcas era o bom humor, que nessa idade, mais do que em todas, é essencial: divertidos eram seus olhos muito azuis revelando o interesse múltiplo e alerta, aberto o coração.
A gente não a visitava para lhe fazer companhia (sua casa abrigava família e muitos amigos), mas porque nós precisávamos dela, ela nos alimentava com seu interesse, nos animava com sua vitalidade. Lia todos os jornais, entusiasmava-se com novidades, e as que não aprovava lá muito eram comentadas, também, com seu jeito divertido. Mafalda sempre me fez refletir sobre a velhice que escolhemos ter, para além das inevitáveis transformações que de preferência não escolheríamos. Com ela entendi melhor que velhos não são isolados porque os filhos não prestam ou os amigos morreram, mas também porque se tornaram chatos demais: reclamando, querendo controlar, chantageando e cobrando.
A gerontocracia pode ser cruel: é urgente rebelar-se contra ela, se queremos conviver com os velhos. E, se queremos ser um dia velhos com quem os outros gostem de estar, é bom evitá-la a qualquer custo. Velhos, como todos nós, podem ser vítima de seu próprio preconceito – além da rejeição generalizada a tudo o que não for jovem e fulgurante. É comum encontrar alguém que bem antes da velhice já não diz duas frases sem acrescentar em tom lastimoso "na minha idade". Por que não encarar o tempo como transformação da beleza enérgica da juventude na serena beleza da velhice?
Hão de arquear as sobrancelhas, mas eu lhes digo que, se hoje me divirto mais do que aos 30 anos, espero aos 80 achar ainda mais graça em muitas coisas que, décadas atrás, me fariam arrancar os cabelos em desespero. Se alguém na velhice é realmente só, sem ninguém, nem vizinho nem conhecido nem parente nem mesmo o quitandeiro da esquina com quem falar, me perdoe: a não ser que uma tragédia tenha devastado sua vida sem deixar pedra sobre pedra, possivelmente faltou cultivar interesses e afetos, em vez de esperar por eles como obrigação alheia. Sinto muito: se o velho sempre bonzinho é um mito, o velho simpático, aberto e otimista é uma realidade. Quando comentei isso, alguém retrucou: "Mas todos morreram, não tenho ninguém da minha idade para conversar".
É bem possível e até provável, mas você nunca fez amizades com gente mais jovem? Nunca se abriu para o que há de estimulante no outro tempo da vida? Nunca se renovou, nunca se abrandou? Quem não tiver obsessão pela juventude perdida pode se interessar pela imensa variedade de assuntos que todo dia entram em nossa casa pelos jornais, pela televisão e – por que não? – pelo computador. E não me venham com "na minha idade".
Os grupos da chamada terceira idade podem ser divertidos, estimular amizades, fazer sentir que a gente não é a única nem a vítima do destino cruel... Mas, por favor, não botem as velhinhas a dançar com vestido de bailarina saltitando com balões nas mãos, ou para fazer teatro infantil. Não as maquiem em excesso, não as tornem caricaturas.
A velhice, que hoje tarda bem mais do que décadas atrás, pode ser bela na sua beleza peculiar; alegre na sua alegria boa; alerta na medida de seus interesses; procurada e apreciada enquanto não for amarga.
Enfim, que sejamos todos e todas Mafaldas Verissimo, a que até o fim nos amou, nos apoiou, nos divertiu, nos escutou, aquela a quem procurávamos pelo nosso próprio bem e que deixou uma saudade boa, não um vazio de sombra.
E assim, amiga, enfim te homenageei.
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postado por: Lili 10:24 AM
Sexta-feira, Dezembro 14, 2007
Esse texto de Mário Quintana recebi no orkut, não sei quem me mandou mas eu o amava a ponto de fazer esse texto ser o meu perfil do orkut por muito tempo. Quando o recebi estava passando por um momento em que essas palavras foram ótimas para mim. Ainda penso da mesma maneira embora eu mesma muitas vezes me vejo "deficiente". Acho que é um texto pra se parar, pensar e agir onde (onde as vezes paramos e não fazemos nossa parte).
E aproveitando a deixa pois sei que muita gente visita o blog mas não comente (risos), gostaria de sugerir como fiz em outros lugares que pudéssemos ajudar uma criança indo até uma agência dos correios e pegar uma das inúmeras cartinhas que chegam todos os anos para o Papai Noel e fazer o bem a uma criança. São muitos os pedidos e das coisas mais impressionantes como, por exemplo, uma menina que pedia um panetone. Vamos ser o Papai Noel de pelo menos uma dessas crianças.
Era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana. Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou na Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini.
Em 1940 lançou o seu primeiro livro de poesias, A rua dos cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.
Viveu grande parte da vida em hotéis, sendo o último deles o Hotel Majestic, no centro velho de Porto Alegre, que foi tombado e transformado em centro cultural e batizado como Casa de Cultura Mário Quintana, em sua homenagem, ainda em vida. Em seus últimos anos de vida, era comumente visto caminhando nas redondezas.
Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Todavia, segundo as normas ortográficas atualmente em vigor, prescreve-se o uso de acento agudo no prenome "Mário".
Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.
DEFICIÊNCIA (Mário Quintana)
d e f i c i e n t e
...é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
l o u c o
...é quem não procura ser feliz com o que possui.
c e g o
...é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
s u r d o
...é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
m u d o
...é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
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postado por: Lili 10:55 AM
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
Postando hoje uma crônica de Arnaldo Jabor. Li essa crônica e achei um pouco agrassiva de início pois conheço muita gente que não se enquadra nesse perfil de brasileiro, depois, pensando melhor também identifiquei muita gente que se enquadra sim, no segundo caso estão aquelas pessoas que sempre acharam a vida toda que eram invencíveis pois a justiça é falha (e eles sabem onde ela é falha) e as pessoas lesadas por estes, nunca estavam dispostas a brigar pelo que acham correto.
Vejam a história que ouvi esses dias: um homem (muito bem de vida e que tem muitas terras), viu 2 terrenos vazios próximos a uma de suas casas de aluguel. Sem se preocupar em saber quem eram os proprietários destes terrenos, foi lá, construiu muros nos 2 terrenos e uma casa em 1 deles. Hoje ele aluga a casa há um preço razoável e até hoje o(s) proprietário(s) dos terrenos não denunciaram este homem na justiça por ter invadido seus terrenos simplesmente por medo, já que o homem é de muita briga.
Daqui algum tempo esse homem será considerado dono dos terrenos por "usucapião".
Assim como este senhor, tantas outras pessoas tiram vantagem de outros que mal conhecem e as vezes até de que se conhece muito bem.
Não sei se é fantasia minha, mas parece que esse tipo de coisa acontece somente aqui no Brasil, onde se tenta tirar vantagem de tudo porém, não afirmo se é assim mesmo em outros países ou não.
A forma que tenho para protestar contra algo é colocando aqui no meu blog crônicas que de certa forma é um protesto, porém, a minha forma de viver é não sendo uma tipo de pessoa citada nesta crônica.
Em uma entrevista no "Programa do Jô" vi Arnaldo Jabor dizendo que muitas crônicas distribuidas na internet não eram de sua autoria, porém que haviam algumas que ele gostaria de ter escrito. Portanto, recebi esta como se fosse dele, mas não sei se é mesmo e se ele gostaria de ter escrito (risos).
Carioca nascido em 1940, o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional e no Bom Dia Brasil, o estilo irônico com que comenta os fatos da atualidade brasileira.
POVO BRASILEIRO (Arnal Jabor)
-Brasileiro é um povo solidário. Mentira. -Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.
-Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
-Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
-Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. - O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
Brasileiro é um povo honesto. Mentira. - Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. - Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. - Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como "aviãozinho" do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas. O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !
O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um "gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto...malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
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postado por: Lili 10:28 AM
Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Hoje postando um texto que recebi de um grande amigo e anjo, o Rogério. Achei o texto interessante pois nos mostra que a felicidade está dentro de nós mesmos e que é invisível quando não conseguimos enxergar deixando que coisas complexas tomem conta do nosso dia-a-dia. A felicidade deve ser buscada principalmente nas coisas simples e dentro de nós mesmos, a felicidade não depende de mais ninguém.
Jamais devemos responsabilizar alguém por infortúnios em nossa vida ou pela falta de felicidade.
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry filho do conde e condessa de Foscolombe (29 de junho de 1900, Lyon - 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial.
Faleceu durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy. Em 3 de novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo jamais foi encontrado.
Marco histórico na casa que foi de Saint-Exupéry (Quebec,Canadá)Suas obras foram caracterizadas por alguns elementos em comum, como a aviação, a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.
No entanto, deve-se dar uma atenção a este último, O pequeno príncipe (O Principezinho, em Portugal) (1943), romance de maior sucesso de Saint-Exupéry. Foi escrito durante o exílio nos Estados Unidos e para muitos era difícil imaginar que um livro assim pudesse ter sido escrito por um homem como ele.
O pequeno príncipe é uma obra aparentemente simples, mas, apenas aparentemente. É profunda e contém todo o pensamento e a "filosofia" de Saint-Exupéry. Apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geômetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranqüilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.
É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.
PARTE DO LIVRO "O PEQUENO PRÍNCIPE" (Antoine De Saint- Exupéry)
Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as...eram todas iguais à sua flor.
E deitado na relva, ele chorou...
E foi então que apareceu a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Que quer dizer "cativar" ?
- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal- entendidos. Cada dia te sentarás mais perto...Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...
" Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim...e nunca encontram o que procuram...E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..."
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postado por: Lili 9:36 PM
Terça-feira, Dezembro 04, 2007
Hoje visitando o blog da maravilhosa jornalista e apresentadora Regina Volpato, pessoa que tenho grande admiração e por isso procuro manter contato, vi parte de um texto de Elisa Lucinda e que foi lido por Ana Carolina no show acústico Ana e Jorge chamado "Só de Sacanagem".
Esse texto é perfeito para o momento que estou passando, pela índole que possuo de ser honesta custe o que custar. Quando me disseram “Assuma a culpa para seu seguro cobrir mesmo que você não seja culpada” eu respondi “Isso não é certo, prefiro ser processada mais adiante que mentir para me beneficiar”, e é exatamente por este motivo que agora responderei a um processo o qual estou sendo citada a pagar uma indenização de quase 50 mil reais por uma culpa que não é minha.
Enfim, tenho muitos defeitos, pois sou humana, mas tenho consciência de que sou cautelosa e assumo todos os meus deveres. Luto com a vida para poder ter algum bem. Estudei muito, trabalho muito e economizo muito para conquistar coisas que são sonho para mim e para qualquer ser humano.
Agora minha honestidade me traz dores de cabeça, porém minha consciência está em paz embora meu sono tenha sido tirado por alguém que não tem a mínima noção dos males que tem causado em uma família inteira.
Graças a Deus tenho a família que tenho e possuo apoio de todos em minha casa. Terei gastos imensos para ter direito a uma defesa e todos estão dispostos a me ajudar por ter certeza de minha inocência. Será que quem me processa injustamente consegue dormir tranqüilo sabendo que honestamente não é que ele está tentando conseguir algum dinheiro?
Sou adepta de conseguir bens através do trabalho. Trabalhar é sempre uma boa pedida.
Beijos a todos e muito obrigada pelo apoio
SÓ DE SACANAGEM (Elisa Lucinda)
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Tudo isso que está aí no ar,
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós,
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais.
Qquantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis
Existem para aperfeiçoar o aprendiz,
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro,
A luz é simples,
Regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam:
"Não roubarás",
"Devolva o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filha".
Pois bem, se mexeram comigo,
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
Então agora eu vou sacanear:
Mais honesta ainda eu vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão:
“Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval,
Vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
Ético e o escambau.
Dirão:
"É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
Desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo
Mas, se a gente quiser,
Vai dar para mudar o final!
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postado por: Lili 3:29 PM