.:: Blogger da Lili ::.

Sou assim... feliz e triste, amável e briguenta, companheira e individualista, obediente e mandona, legal e chata, acompanhada e sozinha, despojada e materialista, etc e etc... Enfim, sou como todo mundo com qualidades e defeitos hauahauahau.



Domingo, Dezembro 24, 2006

Postando hoje um texto de Miguel Falabella. Um texto que mostra uma coisa que sinto de forma muito intensa hoje e que em muitos momentos me entristece. Uma coisa difícil de controlar e que as vezes sinto me corroendo, SAUDADE. Enfim, não há nada que eu possa mais fazer, fiz de um tudo, mas tem coisas que não dependem só de nossa boa vontade e sim da boa vontade de outrem. Portanto hoje faço dessa saudade que me entristece uma esperança de saudade que me trará felicidade.

Miguel Falabella de Sousa Aguiar (Ilha do Governador, 10 de outubro de 1957) é um ator, diretor, cineasta e escritor brasileiro.
Seu último trabalho na televisão foi a telenovela A Lua me Disse, novela das 19 horas da Rede Globo, escrita juntamente com Maria Carmem Barbosa e levada ao ar entre 18 de abril e 30 de setembro de 2005 em 143 capítulos; pela segunda vez os dois escreviam uma novela juntos: a primeira foi entre 30 de setembro de 1996 e 2 de maio de 1997 quando da exibição de Salsa e Merengue, que teve 185 capítulos. Está desenvolvendo sua terceira novela, Muralha da China, prevista para estrear em fins de 2007, substituindo Os Sete Pecados Capitais de Walcyr Carrasco, que por sua vez substituirá Pé na Jaca! de Carlos Lombardi.
Atualmente, está dirigindo seu primeiro longa metragem Polaróides Urbanas. Dirigiu também a versao brasileira do musical da Broadway Godspell, que retrata de forma divertida o evangelho, segundo São Mateus.




SAUDADE (Miguel Falabella)

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e
até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.

Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;

se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ele continua cantando tão bem;
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;

Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

Comentários:
postado por: Lili 12:23 PM



Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Postando hoje uma mensagem que recebi de uma pessoinha mais que especial. Uma pessoa que a cada dia que passa sinto mais e mais saudades.
Como estamos perto da época de Natal e pelas minhas pesquisas Charles Chaplin nos deixou exatamente nesta data eno ano em que vim ao mundo, aproveito dois grandes motivos pra postar algo que recebi de alguém que adoro e escrito por alguém que deixou sua marca.
Ni, esse post também vai pra você.
Beijos e não se esqueça...

Sir Charles "Charlie" Spencer Chaplin (Walworth, 16 de abril, 1889 ¿ Vevey, 25 de dezembro, 1977) foi o mais famoso ator dos primeiros momentos do cinema hollywoodiano, e posteriormente um notável diretor. No Brasil é também conhecido como Carlitos (equivalente a Charlie), nome de um dos seus personagens mais conhecidos.
Era canhoto. Seu principal personagem foi "The Tramp" (O Vagabundo): um andarilho com as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro que vestia um casaco firme, calças e sapatos mais largos que o seu número, um chapéu ou uma cartola, uma bengala de bambu e sua marca pessoal, um bigode. Chaplin foi uma das personalidades mais criativas da era do cinema mudo; ele atuou, dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente financiou seus próprios filmes.
Chaplin, cujo quociente de inteligência era de 140, foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão americano Samuel Reshevsky.




VIDA (Charles Chaplin)

¿Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis¿.
Já fiz coisas por impulso, Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, Já dei risada quando não podia, Já fiz amigos eternos, já amei e fui amado, mas também já fui rejeitadoJá fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já liguei só pra escutar uma voz, Já me apaixonei por um sorriso, Já chorei ouvindo música e vendo fotos, Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e...
...tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida... e você também não deveria passar. Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e A VIDA É MUITO para ser insignificante"

Comentários:
postado por: Lili 11:26 AM




arquivo