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Sou assim... feliz e triste, amável e briguenta, companheira e individualista, obediente e mandona, legal e chata, acompanhada e sozinha, despojada e materialista, etc e etc... Enfim, sou como todo mundo com qualidades e defeitos hauahauahau.



Quarta-feira, Maio 16, 2007

Mais uma de Luis Fernando Veríssimo que me tirou o fôlego de tanto rir. Já que o último post foi dele, então não há necessidade de falar nada sobre ele e nem colocar sua foto aqui.

DESABAFOS DE UM BOM MARIDO (Luís Fernando Veríssimo)

Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar: duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.
Nós também dormimos em camas separadas. A dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo.
Eu levo minha esposa a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.
Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento.
"Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então eu sugeri a cozinha.
Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.
Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão, elétrica. Então Ela disse: "Nós temos muitos aparelhos, mas não temos Lugar pra sentar". Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.
Lembrem-se.... O casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o Casamento.
Eu me casei com a "Sra Certa". Só não sabia que o Primeiro nome dela era "Sempre".
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas tenho que admitir; a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou:
"O que tem na TV?" e eu disse, "poeira".
No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o mundo tiveram mais descanso.

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postado por: Lili 11:08 AM



Segunda-feira, Maio 14, 2007

Hoje com uma crônica de Luis Fernando Veríssimo o qual ele de forma tão inteligente conta a tragetória de como é usar um absorvente higiênico. Só mesmo um escritor como ele pra descrever de forma tão detalhada e hilariante a tragetória masculina no uso de um absorvente. Não sei como se chama esta crônica então a chamarei de Crônica do absorvente.
Já que postei muitas crônicas e textos dele, faço uma pequena introdução falando sobre sua vida. Existem outros posts com informações mais completas.

Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos, tendo cursado a Roosevelt High School de Washington, onde também estudou música, sendo até hoje inseparável de seu saxofone.




CRÔNICA DO ABSORVENTE (Luis Fernando Veríssimo)

Aceitei o desafio de passar um dia com um modess na cueca.
A primeira menção do assunto modess me causa uma vontade de gargalhar irracional. Pois eu resolvi que já era hora de encarar esse trauma de forma mais íntima.
O primeiro passo foi comprar a pequena fralda na farmácia. Isso foi fácil.
Na verdade, foi até divertido. Fiquei torcendo pra mulher do caixa perguntar, e eu responder de forma bem "casual": "É pra sua namorada??? "Não. É pra mim!!!"
Só que ninguém nem tchuns, o que prova que as meninas ficam constrangidas à toa. Na verdade, menstruar é uma parada normal.Acontece nas melhores famílias.
Comprei um não-sei-o-que "mini". Não ligo pra grifes, ainda mais de modess. Mas nesse caso, o que importava era o tamanho. E era mini. Porque, se é pra eu fazer esse papel de usuário de absorventes, pelo menos que eu não passe por arrombado.
E a diferença de bitola entre o mini e o super é significativa, o que me fez pensar sobre como algumas mulheres são maiores que as outras...bom.
Comprei também um tablete Valda pra dar uma dechavada básica e fui pra casa realizar o sacrifício que me tornaria um membro da classe masculina mais compreensiva com o sexo oposto.
Chegando em casa, fui tentar abrir o pacote. Impulsivo por natureza, o homem não se dá ao trabalho de procurar linhas pontilhadas e, assim sendo, comecei abrindo errado. A abertura na horizontal tem um porquê, se adapta melhor à bolsa e deixa o absorvente mais à mão no caso de uma enxurrada inesperada.Mas eu ignorei, pois não uso bolsa.
Ao retirar a peça do invólucro, você tem que descolar uma abinha para grudar na roupa íntima.Se a menstruação em si não deixar "incomodada", essa almofada intrusa no seu chakra genital com certeza vai.
Calculei que o centro do modess ficasse na altura da "terra de ninguém", de forma que ele não invadisse o território peniano. O saco reclamou um pouco, já que não se tratava de uma cueca duplex com teto solar.Um pouco de paciência e um pequeno remanejamento espacial e tudo estava resolvido.
A primeira coisa que se pensa ao compor o modelão usando absorventes externos é: "Será que está marcando?".
Por isso é essencial que você faça tudo com a companhia de um aliado. Assim, você vai poder contar com um correspondente nos países baixos, que vai lhe avisar caso o modess cisme em querer se destacar na sua bunda.
Ao sair de casa, fingi que não tinha um objeto parasitário ultrajando a minha intimidade.Mas parece que está piscando um outdoor na sua testa avisando "estou de chico". E eu nem tava!!! Que absurdo...
Até encontrar seu aliado (a), é sempre bom dar uma conferida nos reflexos que você encontrar pelo caminho, como espelhos e vitrines, pra ver se está marcando.
DANE-SE a queda na bolsa de Tóquio ou a reforma ministerial. O que importa é que ninguém perceba que você está aqueles dias.
E a preocupação é uma constante. Não dá pra esquecer que seu fundilho está acolchoado.
Ao final de minha jornada, foi um alívio tirar o cuecão e zunir o modess no lixo. Claro que eu tive o cuidado de dobrá-lo e escondê-lo no canto do lixo, antes, envolvendo com muito papel higiênico para que ninguém se deparasse com aquele objeto indesejável depois do almoço.
Daí eu entendi por que às vezes tem um montinho de papel enrolado num canto da cestinha do banheiro.
Iuch! Se eu tivesse que usar isso a cada ciclo, ia ter uma crise pré-menstrual que ia durar uns trinta dias por mês.
E as mulheres nem ganham adicional por insalubridade.
VOCÊS SÃO HEROÍNAS...AMO, ADORO VOCÊS MULHERES MARAVILHOSAS!
Agora dá para entender um "pouco" essa tal de TPM!!!!!
Aprendi a ser MAIS compreensivo.....com vocês.
Sintam-se todas acariciadas por mim nestes períodos..."

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postado por: Lili 8:11 PM




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