Sou assim... feliz e triste, amável e briguenta, companheira e individualista, obediente e mandona, legal e chata, acompanhada e sozinha, despojada e materialista, etc e etc... Enfim, sou como todo mundo com qualidades e defeitos hauahauahau.
Terça-feira, Outubro 23, 2007
Hoje mais uma vez com Clarice Lispector em um texto que não sei o nome portanto chamarei de “EU”. Fala sobre como conduzimos nossa existência e como conseguimos aprender no decorrer dela. Nos mostra que o mais importante é sermos nós mesmos e que não importa a quantidade de vezes que você mude, desde que sempre seja e se sinta renovado.
Nome: Clarice Lispector Nascimento: 10/12/1920 Natural: Tchetchelnik – Ucrânia Morte: 09/12/1977
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
EU (Clarice Lispector)
Sou alguém que sabe que se aprende errando,
Que crescer não significa fazer aniversário,
que amigos a gente conquista mostrando o que somos,
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face,
que amar significa se dar por inteiro,
E que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.
Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver
e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir.
Vivo de esboços não acabados e vacilantes.
Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre
mim e os homens, entre mim e o Deus?
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postado por: Lili 9:07 AM
Segunda-feira, Outubro 22, 2007
Hoje com um texto de Bob Marley que pra mim e a mais bela explicação do sentimento que se tem ao amar alguém, pois, quando amamos, esquecemos de tudo, podemos dizer que ficamos por algum tempo, insanos. É uma sensação ótima que não conhece o medo a não ser o medo de não mais sentir amor novamente.
As vezes esse sentimento nos traz alguns percaussos que nada mais é do que um apredizado, podemos não perceber mas é exatamente pra isso que esses percaussos acontecem, para aprendermos.
Então pra que se preocupar antecipadamente? Por isso digo, deixe rolar e se o pior acontecer, ai sim você passa a se preocupar.
Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley (Saint Ann, 6 de fevereiro de 1945 — Miami, 11 de maio de 1981) foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano. Ele é o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de "Charles Wesley dos rastafaris" pela maneira com que divulgava a religião através de suas músicas.
Bob foi casado com Rita Marley (uma das "I Threes", que passaram a cantar com os Wailers depois de eles alcançarem sucesso internacional). Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos(2 adotados), os renomados Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outro de seus filhos, Damien Marley (vulgo "Jr Gong") também seguiu carreira musical.
AMOR (Bob Marley)
Sozinho meu pensamento focaliza alguém
Deixo-o livre e de repente... meu coração aperta
Mas não estou triste, pelo contrário
Até deixo escapar um sorriso
Comer não me parece tão importante agora
Me sinto alimentado por outra coisa
Acordo sempre com os mesmos pensamentos
E os mesmos me impulsionam a ter um grande dia
Quando eu te vejo, sinto coisas estranhas, mas boas
Quando falo com você, minha cabeça pensa direito
Mas minhas palavras saem embaralhadas
Porque minhas mãos estão suando?
Sozinho meu pensamento focaliza alguém
E esse alguém é você
É, estou amando
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postado por: Lili 7:39 PM
Sexta-feira, Outubro 19, 2007
Postando hoje mais uma do Charles Chaplin. Na verdade quem escreveu foi ele, que se tratava de uma pessoa muito inteligente, porém, gostaria que tivesse sido eu, embora não tivesse tanta sensibilidade para escrever um texto como este.
Acho que tudo que este texto contém condiz com o que penso, porém, as vezes é difícil de viver como pensamos.
Sir Charles "Charlie" Spencer Chaplin (Walworth, 16 de abril de 1889 — Vevey de 25 de dezembro de 1977) foi o mais famoso ator dos primeiros momentos do cinema hollywoodiano, e posteriormente um notável diretor. No Brasil é também conhecido como Carlitos (equivalente a Charlie), nome de um dos seus personagens mais conhecidos.
Seu principal e mais conhecido personagem foi "O Vagabundo (The Tramp)": um andarilho pobretão com as maneiras refinadas e a dignidade de um verdadeiro cavalheiro, vestindo um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e sua marca pessoal, um pequeno bigode. Chaplin foi uma das personalidades mais criativas da era do cinema mudo; ele atuou, dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente financiou seus próprios filmes.
Chaplin, cujo quociente de inteligência era de 140, foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão americano Samuel Reshevsky.
QUANDO ME AMEI DE VERDADE (Charles Chaplin)
Quando me amei de verdade, que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isto tem nome... AUTO-ESTIMA.
Quando me amei de verdade percebi que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... AUTENTICIDADE.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoas não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o no disso é... RESPEITO.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... AMOR-PRÓPRIO.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desiste de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a... HUMILDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... SABER VIVER!!!
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postado por: Lili 2:13 PM
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Postando hoje uma mensagem que não sei ao certo se é uma mensagem ou uma música de Oswaldo Montenegro. Bem, me identifiquei muito.
Existem muitas pessoas importantes em minha vida que chamo de amigos. Pessoas que nem sempre vejo. Pessoas que fazem a diferença em minha vida e por isso, mesmo não os vendo, mantenho-os em meus pensamentos. Pessoas que me apoiaram quando precisei e que me trouxeram alegria independente de qualquer circunstância. Pessoas que amo e sinto saudades.
As pessoas as vezes nos apoiam e nem se dão conta do quanto foram importantes. Algumas, as vezes entendem nossa gratidão como alvo de interesse, mas não é. Costumo ser grata as pessoas e mesmo que pensem que sua ajuda é uma coisa ínfima, pra mim pode ter sido algo pra me tirar de um buraco muito fundo e que por isso sou tão grata.
Obrigado a todas as pessoas que sempre estiveram comigo e que me trouxeram alegria mesmo quando estava em um momento não muito bom. Amo todos os meus amigos e se assim os chamo é porque são importantes.
Oswaldo Viveiros Montenegro (Rio de Janeiro, 15 de março de 1956) é um músico brasileiro. Apresenta um programa no Canal Brasil. É casado com a atriz Paloma Duarte.
Carioca do bairro do Grajaú. Oswaldo é um caso excepcional de precocidade musical. Sem nunca ter estudado música regularmente, começou desde a tenra infância a ser influenciado por ela. Primeiro, na casa de seus pais no Rio de Janeiro: sua mãe e os pais dela tocavam piano, seu pai tocava violão e cantava.
A segunda influência foi mais forte. Aos oito anos, mudou-se, com os pais, para São João Del Rey, cidade mineira poética e boêmia, onde as serestas aconteciam todas as noites e as pessoas juntavam os amigos em casa para passar as noites tocando e cantando. Ao mesmo tempo, Oswaldo foi atraído para a música barroca das igrejas. Nesta época, teve aulas de violão com um dos seresteiros da cidade e compôs sua primeira canção, Lenheiro, nome do rio que banha São João del Rey. Venceu um festival de música com apenas 13 anos, no Rio de Janeiro, onde voltou a morar.
A LISTA (Oswaldo Montenegro)
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Qtos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
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postado por: Lili 8:38 AM
Quarta-feira, Outubro 17, 2007
Postando hoje um pensamento de Lya Luft enviado a mim por Regina Volpato. Este pensamento nos fala da importância da família as vezes ser "careta". Mostra o quanto é importante a preocupação dos pais com os filhos fora de casa e como a falta desse zelar pode ter conseqüências desastrosas.
Hoje, adulta, sei que a preocupação excessiva de minha mãe, ligando milhões de vezes em meu celular me chamando pra voltar pra casa enquanto eu curtia meu último ano de faculdade saindo com meus amigos, foi importante e quanto isso me protegeu de muitas coisas, graças a eu ter decepcionado-a outras vezes.
Agradeço a Regina que diante de uma imensa quantidade de e-mails recebidos por conta deste pensamento citado em seu programa, arrumou um tempo pra me enviá-lo.
Lya Luft nasceu no dia 15 de setembro de 1938, em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul.
Por se tratar de cidade de colonização alemã, as crianças, em quase sua totalidade, falavam alemão, e os livros utilizados nas escolas vinham da Alemanha. Com onze anos, Lya decorava poemas de Goethe e Schiller.
Posteriormente, estudou em Porto Alegre (RS), onde se formou em pedagogia e letras anglo-germânicas.
Iniciou sua vida literária nos anos 60, como tradutora de literaturas em alemão e inglês. Lya Luft já traduziu para o português mais de cem livros. Entre outros, destacam-se traduções de Virginia Wolf, Reiner Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann. Ela diz que traduzir é sua verdadeira profissão. E que faz tradução para ganhar dinheiro. Mas também porque gosta. Um trabalho que exige respeito. Seu desejo é aproximar o escritor estrangeiro do leitor brasileiro. Confessa que não pode ser inteiramente fiel, porque pode-se correr o risco de ninguém entender nada. Mas não faz um carnaval em cima do texto alheio, não inventa, não cria frases que não existem.
Conheceu Celso Pedro Luft, seu primeiro marido, quando tinha 21 anos. Ele tinha quarenta. Era irmão marista. Foi numa prova de vestibular. Achou-se ridícula quando pensou: esse é o homem da minha vida! O irmão marista tirou a batina para casar com ela em 1963.
FAMÍLIA TEM QUE SER CARETA(Lya Luft)
"Quem não estiver disposto a dizer 'não' na hora certa e se fizer de vítima dos filhos, que por favor não finja que é mãe ou pai"
Esperando uma reação de espanto ou contrariedade ao título acima, tento explicar: acho, sim, que família deve ser careta, e que isso há de ser um bem incomparável neste mundo tantas vezes fascinante e tantas vezes cruel. Dizendo isso não falo em rigidez, que os deuses nos livrem dela. Nem em pais sacrificiais, que nos encherão de culpa e impedirão que a gente cresça e floresça. Não penso em frieza e omissão, que nos farão órfãos desde sempre, nem em controle doentio – que o destino não nos reserve esse mal dos males. Nem de longe aceito moralismo e preconceito, mesmo (ou sobretudo) disfarçado de religião, qualquer que seja ela, pois isso seria a diversão maior do demônio.
Falo em carinho, não castração. Penso em cuidados, não suspeita.
Imagino presença e escuta, camaradagem e delicadeza, sobretudo senso de proteção. Não revirar gavetas, esvaziar bolsos, ler e-mails, escutar no telefone, indignidades legítimas em casos extremos, de drogas ou outras desgraças, mas que em situação normal combinam com velhos internatos, não com família amorosa. Falo em respeito com a criança ou o adolescente, porque são pessoas, em entendimento entre pai e mãe – também depois de uma separação, pois naturalmente pessoas dignas preservam a elegância e não querem se vingar ou continuar controlando o outro através dos filhos.
Interesse não é fiscalizar ou intrometer-se, bater ou insultar, mas acompanhar, observar, dialogar, saber. Vejo crianças de 10, 11 anos freqüentando festas noturnas com a aquiescência de pais irresponsáveis, ou porque os pais nem ao menos sabem onde elas andam.
Vejo adolescentes e pré-adolescentes embriagados fazendo rachas alta noite ou cambaleando pela calçada ao amanhecer, jogando garrafas em carros que passam, insultando transeuntes – onde estão os pais?
Como não saber que sites da internet as crianças e os jovenzinhos freqüentam, com quem saem, onde passam o fim de semana e com quem?
Como não saber o que se passa com eles? Sei de meninas, quase crianças, parindo sozinhas no banheiro, e ninguém em casa sabia que estavam grávidas, nem mãe nem pai. Elas simplesmente não existiam, a não ser como eventual motivo de irritação.
Não entendo a maior parte das coisas solitárias e tristes que vicejam onde deveria haver acolhimento, alguma segurança e paz, na família. Talvez tenhamos perdido o bom senso. Não escutamos a voz arcaica que nos faria atender as crias indefesas – e não e digam que crianças de 11 anos ou adolescentes de 15 (a não ser os monstros morais de que falei na crônica anterior) dispensam pai e mãe.
Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-la. Andamos aflitos e confusos por teorias insensatas, trabalhando além do necessário, mas dizendo que é para dar melhor nível de vida aos meninos. Com essa desculpa não os preparamos para este mundo difícil. Se acham que filho é tormento e chateação, mais uma carga do que uma felicidade, não deviam ter tido família. Pois quem tem filho é, sim, gravemente responsável.
Paternidade é função para a qual não há férias, 13º, aposentadoria. Não é cargo para um fiscal tirano nem para um amiguinho a mais: é para ser pai, é para ser mãe.
É preciso ser amorosamente atento, amorosamente envolvido, amorosamente interessado. Difícil, muito difícil, pois os tempos trabalham contra isso. Mas quem não estiver disposto, quem não conseguir dizer "não" na hora certa e procurar se informar para saber quando é a hora certa, quem se fizer de vítima dos filhos, quem se sentir sacrificado, aturdido, incomodado, que por favor não finja que é mãe ou pai. Descarte esse papel de uma vez, encare a educação como função da escola, diga que hoje é todo mundo desse jeito, que não existe mais amor nem autoridade... e deixe os filhos entregues à própria sorte.
Pois, se você se sentir assim, já não terá mais família nem filhos nem aconchego num lugar para onde você e eles gostem de voltar, onde gostem de estar. Você vive uma ilusão de família.
Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo, onde todos se evitam, não se compreendem, muito menos se respeitam.
Por tudo isso e muito mais, à família moderninha, com filhos nas mãos de uma gatinha vagamente idiotizada e um gatão irresponsável, eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem, responsabilidade, autoridade, mas também carinho e compreensão, bom humor, sentimento de pertença, nunca sujeição.
É bom começar a tentar, ou parar de brincar de casinha: a vida é dura e os meninos não pediram para nascer.
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postado por: Lili 8:37 AM
Segunda-feira, Outubro 15, 2007
Hoje postando uma crônica de Arnaldo Jabor que assim como ele disse que Renato Russo estava muito certo eu digo que ele (Arnaldo Jabor) está mais certo ainda. Hoje vejo cada vez mais e mais pessoas com “medo” de assumir compromissos e me pego pensando se realmente é medo ou comodismo. Como o autor mesmo diz, será que ser romântico é ser brega, ridículo ou idiota? Será que é tão ruim querer construir algo com alguém a quem se troca palavras de amor todos os dias e quando o assunto é “morar junto” o outro simplesmente “pula fora”? Porque hoje as pessoas sentem tanto medo de dividir responsabilidades e acabam querendo ser os responsáveis a vida toda por si só e não querer compartilhar com outrem?
Por isso digo que Arnaldo Jabor é mais do que certo nesta crônica, as pessoas de hoje não são solitárias porque não tem outra opção, e sim, são solitárias porque querem ser, elas buscam a solidão. Mas é preciso pensar no futuro. Talvez por isso eu me entristeça tanto às vezes, por pensar demais em meu futuro. Hoje me sinto bem da forma como estou, mas tenho muito medo da solidão quando envelhecer ou quando prestar atenção em quanto tempo perdi em minha vida. Será que vou chegar ao ponto de sentir remorso por ter escolhido viver dessa forma e não ter também conseguido nem ao menos convencer alguém a construir nada junto comigo? Será que quando eu envelhecer existirá um lugar em que eu possa viver minha velhice sem sentir solidão e que não leve o nome de azilo?
Hoje acredito que não tenha condições de tomar algumas decisões que no futuro farão toda a diferença.
Essa crônica me chegou as mãos por uma pessoa que em pouco tempo de convivência passei a admirar e a querer bem como alguém que realmente faz parte da família. Poucos foram os momentos que pudemos compartilhar mas muitas foram as risadas. Sem saber que sou uma profunda admiradora de Arnaldo Jabor ela me passou essa crônica. Querida, adoramos você e estamos com saudades, beijos mil, saudades de ti.
Carioca nascido em 1940, o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional e no Bom Dia Brasil, o estilo irônico com que comenta os fatos da atualidade brasileira.
FOME DE AMOR (Arnaldo Jabour)
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" e até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
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postado por: Lili 8:16 PM
Quinta-feira, Outubro 11, 2007
Tenho recebido uma contribuição muito legal da amiga Lica (Aline), ela inclusive visitou meu blog e disse ter gostado.
Acho legal quando encontro pessoas que compartilham dos mesmos gostos que eu e que se deliciam com textos, poesias, músicas, crônicas, mensagens de boa qualidade e se não for de boa qualidade pra alguma coisa se aplica em nossa vida, algum sentido teve para que pudéssemos postar ou compartilhar.
Hoje com um post de Clarice Lispector que não sei o nome, então chamarei de "Maturidade" e coloco aqui uma frase escrita por ela que mostra o que pretendemos quando escrevemos.
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Beijos a todos e obrigada pela contribuição, tem me sido muito valiosa.
Clarice Lispector (ucraniano: Кларісе Ліспектор) (Tchetchelnik, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira nascida na Ucrânia.
De família judaica, emigrou com a família para o Brasil quando tinha um pouco mais de um ano de idade. Começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife. Clarice falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno familiar, o iídiche.
MATURIDADE (Clarice Lispector)
Sou uma mulher madura
que as vezes brinca de balanço.
E uma criança insegura
que as vezes anda de salto alto.
Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência,
e sim de sentir,
de entrar em contato de tocar
ou não tocar...
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postado por: Lili 8:56 AM
Quarta-feira, Outubro 10, 2007
Com Cecília Meireles hoje um assunto que muito me atrapalha, timidez. A timidez que as vezes atrapalha e as vezes faz de mim uma pessoa intrigante.
A timidez as vezes me segura de fazer certas coisas como, cantar (adoro cantar) em público ou que me faz ficar retraída quando feito diante de outras pessoas mas, se estou trancada no meu quartinho abafado cantando só pra mim, até mesmo eu me surpreendo. A timidez que faz com que meus dedos se embaralhem nas cordas do violão e que sozinha no meu canto eles parecem não fazer parte de mim. Será que um dia conseguirei tocar diante de pessoas mostrando o que consigo fazer longe delas?
Órfã do pai, Carlos Alberto de Carvalho Meireles, três meses antes de seu nascimento, e da mãe, Matilde Benevides Meireles, aos três anos de idade. Os seus pais haviam tido três outros filhos antes dela, nenhum dos quais sobrevivera. A sua poesia, focada com frequência na passagem do tempo e na ausência de sentido da vida, foi fortemente influenciada por essas perdas.Escreveria mais tarde:
"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.
Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."
Cecília foi, a partir de então, criada por sua avó portuguesa, D. Jacinta Garcia Benevides e, aos nove anos, começou a escrever poesia. Freqüentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre os anos de 1913 e 1916. Como professora, estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
Aos dezoito anos de idade publicou o seu primeiro livro de poesias (Espectro, 1919), um conjunto de sonetos simbolistas. Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
No ano de 1922 casou-se com o pintor português Fernando Correia Dias com quem teve três filhas. O seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. Cecília voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.
Teve ainda importante atuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada fundando, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Observa-se ainda seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O menino azul e A pombinha da mata, entre outros. Ela traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a aliteração, a assonância e a rima.
Os poemas infantis de Cecília Meireles não ficam restritos à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.
Em 1923, publicou Nunca Mais... e Poema dos Poemas, e, em 1925, Baladas Para El-Rei. Após longo período, em 1939, publicou Viagem, livro com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
A autora publicou regularmente, até a sua morte, no ano de 1964, dois dias após ter completado 63 anos. Algumas de suas publicações neste período foram Vaga Música (1942), Mar Absoluto e Outros Poemas (1945), Retrato Natural (1949), Romanceiro da Inconfidência (1953), Metal Rosicler (1961), Poemas Escritos na Índia (1962), Solombra (1963) e Ou Isto ou Aquilo (temática infantil, 1964).
TIMIDEZ (Cecília Meireles)
Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras distantes...
- palavras que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponhos vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão nevegando
nos ares certos do tempo
até não se sabe quando...
- e um dia me acabarei.
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postado por: Lili 11:08 AM
Terça-feira, Outubro 09, 2007
Um post de Mário Quintana que mostra o ruim de se ser analisado por outras pessoas mas, se não gostamos de ser analisados porque analisamos? E vira um ciclo vicioso onde analisamos e somos analisados.
Depois de alguns anos de vida pude perceber o quão ruim é ser analisado negativamente por alguém e pude perceber o que eu provocava na vida das pessoas quando eu o fazia. Infelizmente somos assim, analisamos as pessoas o tempo todo, até mesmo quando não percebemos.
Analisar alguém pode ser legal, quando buscamos saber coisas sobre a vida de alguém por curiosidade, sem maledicência. Quando as informações que buscamos sobre alguém é tão somente por se interessar por sua história e não por usar qualquer uma dessas informações para agredir ou "fofocar".
Sejamos analíticos mas o bom analítico, ou seja, aquele que busca com sua análise ser solicito e partilhar experiências.
Quanto ao post não sei qual o nome então, chamarei de "ANÁLISE".
Era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana. Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias.
Trabalhou na Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da Literatura Universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs.Dalloway de Virginia Woolf e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.
Em 1940 lançou o seu primeiro livro de poesias, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966 foi saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, e obteve o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores pela obra Antologia Poética.
Viveu grande parte da vida em hotéis, sendo que o Hotel Majestic ou Majestoso Hotel no centro Velho de Porto Alegre foi tombado e transformado em centro cultural e batizado como Casa de Cultura Mário Quintana em sua homenagem, ainda em vida. Em seus últimos anos de vida, era comumente visto caminhando nas redondezas.
Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla Van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Todavia, segundo as normas ortográficas atualmente em vigor, prescreve-se o uso de acento agudo no prenome "Mário".
Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul.
ANÁLISE (Mário Quintana)
Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumenta, exigente, insegura, carente
Toda cheia de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva toda em seus braços
E eu serei perfeito amor.
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postado por: Lili 8:00 AM
Sexta-feira, Outubro 05, 2007
Recebi o texto de Luís Fernando Veríssimo, postado hoje, da minha prima Cice. Achei interessante pois é uma coisa que venho pensando muito nos últimos dias, SIMPLICIDADE.
Penso muito na simplicidade que quero pra minha vida e que essa simplicidade se torna tão distante. Não almejo nada arrojado, nem ser uma pessoa rica financeiramente, a única coisa que eu queria era planejar hoje o meu futuro mas, como fazer isso se o futuro não depende de mim? Como obter simplicidade se a minha simplicidade não é a simplicidade de outras pessoas? Deixar o tempo passar e não me preocupar com o futuro é a solução? O que fazer com a angústia que sinto por não ter certeza de nada e nem se um dia o que gostaria que acontecesse realmente acontecerá?
Enfim, acho que tudo isso é passageiro pois, logo acontecerá algo que me fará esquecer essas angústias.
E quanto ao futuro? Não sei, só sei que o amanhã não existe pois quando o amanhã chega torna-se hoje.
Não colocarei a biografia e nem foto pois existem muitos textos de Luís Fernando Veríssimo no meu blogger e qualquer informação sobre ele pode ser extraída dos posts anteriores.
SIMPLICIDADE (Luís Fernando Veríssimo)
Cada semana, uma novidade.
A última, foi que pizza previne câncer do esôfago.
Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo,chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!
Brigar,me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez,me embrulha o estômago!
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro,me faz perder toda a fé no ser humano...
E telejornais... Os médicos deveriam proibir... como doem!
Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite,isso sim,é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas,pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas,dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo,não ter ninguém atrapalhando sua visão,nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!
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postado por: Lili 8:59 AM
Segunda-feira, Outubro 01, 2007
O post de hoje é um poema que recebi da minha amiga Aline (Lica) que delicamente me enviou pelo orkut e como gosto de colecionar textos e poemas me tocam ou que de alguma forma dizem coisas que quero dizer, resolvi postar este.
Embora não conhecesse muito sobre Flora Figueiredo, fiz como nos outros posts e pesquisei sobre, logo abaixo descrevo um pouco sobre esta escritora.
Infelizmente não encontrei nenhuma foto da escritora para colocar neste post.
Obrigada minha amiga Lica, adorei o poema.
Flora Figueiredo nasceu em São Paulo. Formou-se tradutora e intérprete de inglês com certificado de proficiência em língua inglesa - Universidade de Michigan. Escreve poemas desde criança.
Prêmio: Concurso Vêia Poética (1981) da Editora Vertente e Revista Escrita, o III Concurso Mackenzie de Poesia (1982) e o I Concurso Vinícius de Moraes de Poesia (1983).
Antologias> Vêia Poética, Antologia Poética Vinícius de Moraes e No Vôo da Palavra.
Foi colaboradora da Editora Abril por três anos, sendo responsável pela última página da revista Cláudia, edição São Paulo.
Tem trabalhos nas áreas musical e publicitária.
Ivan Lins musicou seu poema "Enrosco", gravado por Simone em seu cd Bahiana da Gema.
TRATADO MANSO DE LOUCURA (Flora Figueiredo)
Como amo a paz de estar comigo!
Essa minha fusão de alma-umbigo,
esse roteiro quente do meu sangue.
Eu que conheço cada palmo dos meus passos,
que me componho e me descompasso,
que me retenho e me disponho.
Faço dos versos meu avesso,
dos adversos, meu passado,
das alegrias, meu recomeço.
Deito liquefeita e de repente
amanheço solidificada.
Sou água, sou pedra,
às vezes nuvem,
às vezes nada.
E por ser mutante e difusa,
enrolo e desenrolo essa vida
num movimento mágico e confuso.
Me certifico e me desacredito.
E admito ser ou não ser
e ser assim.
Mas como é bom sentir-me tão querida,
tão bem-amada e tão dividida,
eu revolvida inteiramente por mim
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postado por: Lili 8:01 PM