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Sou assim... feliz e triste, amável e briguenta, companheira e individualista, obediente e mandona, legal e chata, acompanhada e sozinha, despojada e materialista, etc e etc... Enfim, sou como todo mundo com qualidades e defeitos hauahauahau.



Terça-feira, Novembro 27, 2007

Post de mais um texto de Veríssimo que dispensa comentários. Achei o texto muito engraçado e Veríssimo como sempre muito criativo.
Dá pra entender quando uma pessoa está no auge de sua excitação e o outro diz "Só quero que me abrace", é um balde de água fria (risos) porém, ninguém é obrigado ter as mesmas vontades que o outro (risos).

Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos, tendo cursado a Roosevelt High School de Washington, onde também estudou música, sendo até hoje inseparável de seu saxofone.
É casado com Lúcia e tem três filhos.
Jornalista, iniciou sua carreira no jornal Zero Hora, em Porto Alegre, em fins de 1966, onde começou como copydesk mas trabalhou em diversas seções ("editor de frescuras", redator, editor nacional e internacional). Além disso, sobreviveu um tempo como tradutor, no Rio de Janeiro. A partir de 1969, passou a escrever matéria assinada, quando substituiu a coluna do Jockyman, na Zero Hora. Em 1970 mudou-se para o jornal Folha da Manhã, mas voltou ao antigo emprego em 1975, e passou a ser publicado no Rio de Janeiro também. O sucesso de sua coluna garantiu o lançamento, naquele ano, do livro "A Grande Mulher Nua", uma coletânea de seus textos.





NECESSIDADES SEXUAIS (Luis Fernando Veríssimo)

Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus". E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama.
Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T" e, nesse momento, ela parou e me disse:- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...
Eu falei:- O QUEEEEEEEEEEEEEEEEÊ???
Ela falou:- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado.
No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte, fomos ao shopping
Entramos em uma grande loja de departamentos...
Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos.
Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três.
Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par.
Respondi que tudo bem. Depois fomos a seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes.
Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco.
Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.
Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.
Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso.
Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: - Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Daí eu disse: - Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... Só quero que você me abrace!!!
Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.
Vinguei-me... Mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.

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postado por: Lili 7:40 PM




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